domingo, 1 de outubro de 2017

COMANDO METAL ZINE 2 - ZANGRA - PREDOMINIUM- SUGGILLATION - ACROPÓLE - MOTORIZER 11/11/2017 DOURADOS - MS


quinta-feira, 24 de agosto de 2017

LEUCÓCITOS (SP)









Comando Metal Zine – Primeiramente agradecer pela entrevista e aquela pergunta mais clichê do universo, porque batizaram o nome de Leucócitos.
Bertz- Nós que agradecemos o espaço Márcio, é sempre uma honra participar do Comando Metal zine. Batizamos na época da escola esse nome e foi até meio engraçado. Quando formamos a banda em 1999, o Renato (baixista da formação original) teve uma infecção urinária no primeiro show numa quermesse do bairro, onde a banda ainda não possuía um nome e só tocávamos covers. O exame dele deu uma porcentagem fudida de Leucócitos na urina, que fez o cara tocar aquele dia com uma dor infernal (risos). Na escola, ele trouxe o exame e achamos esse nome bacana por ser um glóbulo branco presente no sangue que age muito rápido na defesa do organismo contra infecções, doenças e alergias de qualquer ser estranho que apareça. Nosso mascote (Leucócitos) é vermelho, agressivo e trás essa característica de defender algo e mostrar os sintomas de uma sociedade doente e combatemos com uma música rápida contada em português sarcástico.
Renato- Salve Marcio, a satisfação é toda nossa de participar do Comando Metal Zine. Creio que o Bertz descreveu muito bem a origem do nome. Só posso complementar que durante o show da quermesse em questão, eu atribuía a dor ao nervosismo de subir ao palco pela 1ªvez na vida. Mas no dia seguinte a dor foi insuportável e tive que ir ao medico. Minha urina estava escura e densa como mel. A taxa de Leucócitos que normalmente era de 15 mil estava superior a 1milhão. Ai não teve jeito. Legal foi descobrir que a função do Leucócito no corpo é reagir como defesa do organismo e esta dentro de todo mundo. O nosso som serve como um alerta pra todo mundo: Ei, reage! Busque a cura para este sistema doente!
Digão- Grande Marcio, puta honra essa oportunidade e aproveito para agradecer por todo apoio que você vem dando ao Underground em todo esses anos. Bom, cheguei em 2013 e sobre o nome, os caras já disseram tudo (risos). O fato é que realmente esse nome tem tudo a ver com a proposta da banda.
Paulo Medina- Fala Marcio, prazer em conhecê-lo! Então, eu fui o último a entrar na banda, que já tem uma longa história na estrada do Underground. Quanto ao nome, eu acho sensacional. Pela proposta em si, que justamente foi um dos motivos deu aceitar o convite e fazer parte da banda.

Comando Metal Zine – Vocês tem uma música com o nome de Maluf e Collor, será que vai pintar outra musica Sarney e Temer, Lula e Dilma rsrsrsrs.
Bertz- É bem possível e se encaixa pra todos, fala ai? (risos). Acho que o público pode substituir por qualquer político que fez ou faz parte da história negativa do nosso país! Quando fiz essa letra, pensei neles por representarem dois cargos importantes de construção de uma democracia (Governador e o Presidente), do começo ao fim ambos fracassaram e fuderam com uma geração... e o mais triste: eles ainda estão lá! Na época dos “caras pintadas”, eu tinha 7 anos e sentia que algo estava errado, mas não entedia o porquê. São políticos que marcaram uma história que se repete no presente momento com outros nomes, personagens no mesmo palco sujo, podre e que jogam no mesmo time de corruptos históricos do Brasil. É uma música que todos da banda gostam o público também e às vezes eu acrescento o nome de outros ao vivo.
Renato- Eu interpreto este som como uma critica ao povo brasileiro que não sabe votar. Maluf e Collor foram dois condenados por corrupção comprovada, assim como qualquer um que você citou acima; e mesmo assim, a galera continua a elegê-los! Ou seja, este país já era. A politica do “rouba mas faz” já esta enraizada. Hoje este som está mais com a cara de Temer & Aécio e logo aparecerão outros pra gente xingar...
Digão- Hoje o que não falta é políticos e outros lixos que estão no controle de toda essa palhaçada que assola o pais. Hoje o que prevalece é a lei do “faz me rir”. E nós (o povo) sobram apenas o sentimento de revolta... a revolta que está apresentada em nossas letras.
Paulo Medina- Complicado ter de mostrar essa cara do nosso país, que como os manos aí disseram, acabam sendo o retrato de uma grande parcela da sociedade. Aquele retrato de uma galera que leva vantagem onde pode, aquele que estaciona na vaga do deficiente físico, que fura fila, que leva o troco a mais pra casa sem se importar com a pessoa do caixa que vai ter de pagar do bolso, saca? O país está cheio dos politizados de Facebook e correntes do Whatsapp que não sabem nem a fonte do que leram, mas redistribuem como verdade absoluta. Chegam a acabar com amizades, ou estragam laços de família defendendo politico FDP que só age em causa própria ou grupo dos mesmos.

 
Comando Metal Zine – A banda foi formada em 1999, mas de 2013 até o momento que a banda engatou vários shows e foi mais produtiva?

Bertz- Sim, produziu bastante! A entrada do Everton em 2012 e do Digão em 2013 trouxe mais vida pro Leucócitos no geral. Ambos deixaram a banda mais agressiva, ganhou peso, velocidade, resgatou alguns valores, aproximou amizade e uma zueira nos ensaios, eles entenderam a nova proposta da banda. O Everton era muito rápido, foi o 4º baterista a passar pela banda, ele puxou uma pegada que proporcionou todo mundo evoluir, principalmente eu que precisava agredir mais nas letras e cantar mais rápido. O Digão é guitarrista de Death Metal e toca no Mortal Hate, chegou com amplificador semi valvulado e uma Jackson; na época, colava nos ensaios da banda desde 1999 quando era moleque, o que facilitou pela amizade e a comunicação até hoje. Lançaram “Ao vivo de 15 anos”, tocaram com mais de 22 bandas da cena underground e bandas de projeção nacional. Foi uma formação muito importante pra shows, sons novos e amizade.
Renato- Todos os outros ex-integrantes foram importantes para a formação do nosso som, ajudaram na composição e na criação de riffs, mas creio que eles plantaram uma semente e seguiram suas vidas e seus projetos de banda e de vida. Eu e o Bertz tínhamos a ideia do tipo de som que a banda soasse, mas somente com estas ultimas formações que a gente se identificou com o que a gente queria. Conseguimos nos superar com nossos instrumentos e criar sons mais “nervosos”, que era uma limitação que tínhamos no passado. Hoje a gente consegue executar o som como imaginávamos, e isso é muito legal! Praticamente a partir de 2013 que começamos a criar sons novos com a pegada que sempre queríamos, além de enriquecer os sons mais antigos, até para que a diferença não fosse tão gritante.
Digão- Como o meu irmão Bertz disse, acompanho esses lixos desde 1999 (com 13 anos de idade) e hoje estou aí, trazendo peso absurdo, alguns elementos que antes não eram usados como timbres extremamente pesados e harmônicos com wah wah e a porra toda. O que tento trazer também é um pouco do Death Metal como os riffs palhetados, abafados e por aí vai! Acredito que estamos fazendo um ótimo trabalho. Sobre os ex-integrantes, eu conheci praticamente todos e tive o prazer de acompanhar toda essa mudança da banda e hoje estou ai tentando acrescentar alguma coisa rsrsrsrs.
Paulo Medina- Sim, e eu como expectador só fui acompanhando essa evolução kkkkkkk. Eu também sou um dos que vieram do Metal, eu, como baterista do Pullverizer (até hoje). E a exemplo do Digão, vim com um Set de batera meio avantajado em relação ao passado da banda... Pratos e mais pratos, pedal duplo.





Comando Metal Zine – Como foi o convite para participar do Tributo Brasileiro ao Misfits e a banda brasileira Lobotomia?
Renato- O Misfits apareceu na minha vida em 1998 e de lá pra cá eu fiquei xarope. Isso se reverteu em coleção de camisetas, CDs, Lps e um zilhão de coisas. Na época da criação do Leucócitos foi inevitável a influência. Tocávamos vários covers e já chegamos a nos apresentar todos com a camiseta dos caras. Hoje me controlo mais e não forço a barra pra tirar musicas dos caras (risos). Porém, por ser “doente”, eu soube através da pagina UHP Record (Universo Horror Punk) do Erik Dvan (Dr Murder) que eles iriam fazer uma coletânea com bandas nacionais tocando um som dos caras. Devilock foi o som escolhido até porque, na nossa opinião, o disco Earth Ad é o melhor do Misfits, além de que a sonoridade deste álbum se assemelha ao nosso som hoje. Legal que consegui encaixar o Mortal Hate (trampo Death Metal do Digão) e o Blasthrash (antiga banda do Henrique Perestrello, atual Heritage que é outro doente por Misfits) que só deixou a coletânea mais fudida. Já o Lobotomia surgiu durante os preparativos da gravação do Misfits. Fomos convidados, gravamos, mas não sabemos ao certo se irão lançar. Preferimos deixa-lo “engavetado” até por medo de cobrança de direitos autorais... sabe como é, né?
Bertz- O Renato é o cara certo pra falar do Misfits, resumiu como foi, era algo que não podia deixar passar porque a banda nasceu praticamente de trocentos covers que fazíamos do Misfits. O foda é que todo mundo estava sem um puto no bolso pra gravar quando o convite apareceu... vendi até meu ampli de voz pra pagar minha parte no estúdio e o Misfits ficou uma bosta, principalmente meu vocal! Tivemos que regravar tudo de novo o som do Misfits em outro estúdio em São Bernardo do Campo/SP, que melhorou 100% do que tínhamos feito da primeira vez. A versão verdadeira é com backing vocals do Digão (que também teve que regravar a Devil Doll pro tributo com Mortal Hate no mesmo estúdio em SBC). Sobre o Lobotomia, prefiro nem comentar.
Digão- O tributo ao Misfits foi sensacional, não só pela importância do Misfits no cenário Punk, mas também na importância do Misfits na formação musical do Leucócitos. Porém, o que pro Leucócitos pareceu totalmente tranquilo pra gravar, no Mortal Hate foi treta tentar encaixar a Devil Doll numa pegada Death, mas rolou kkkkkk. O tributo do Lobotomia infelizmente foi uma certa decepção que chegou a fazer eu perder o prestigio pela banda...então segue o jogo kkkkk
Paulo Medina- Então, esse tributo eu não participei, mas venho acompanhando com os caras os comentários e resenhas a respeito. Particularmente conheço pouco dos caras e outras bandas do gênero rsrsrs. Já teve amigos do Metal que vieram me perguntar o que estou fazendo numa banda Punk/Crossover? Só respondo que estou tocando amigos de grande tempo, e que fazem um som com uma proposta foda e enérgica, crítica pra caralho, que também sou.

Comando Metal Zine – Em 2014 lançaram Leucócitos 15 anos, como foi a divulgação e receptividade?
Bertz- Foi muito boa a receptividade, só não conseguimos uma divulgação maior por conta de grana. Quem pegou esse ao vivo percebeu que foi feito todo artesanal: capa colorida de impressora, cd e letras, tudo montado a mão e estamos masterizando ele novamente com uma capa nova que será feita em gráfica mais pra frente. É o que temos de mais próximo do que estamos fazendo hoje.
Renato- Precisávamos de alguma forma mostrar pra galera como nosso som soava nos dias de hoje, até porque quem ia ao nosso show nesta época ficava impressionado com a mudança, pois a galera estava acostumada com o Leucócitos das antigas. Surgiu de última hora a oportunidade de captar o som da mesa e não pensamos duas vezes em fazê-lo. Além de ser um material pra nós, foi o único registro de um puta evento organizado pelo Rodrigo Marques que envolveram 3 datas com uma porrada de banda underground de Metal e Punk de Mauá e região. Futuramente ele será remasterizado com capa decente, mas antes virá um material de estúdio.
Digão- Esse ao vivo foi ótimo até pra nós sabermos como estava soando a banda ao vivo. Como o Renato disse, tivemos a oportunidade de sair com toda a capitação que teve no palco, uns 15 microfones, não lembro! Pegamos tudo, levamos pra minha casa e fomos fazendo o que estava ao nosso alcance e ao alcance do que eu conhecia de gravação, mixagem e masterização (o que não era muito rsrsrsrs). Logo mais vai sair uma nova mixagem desse ao vivo e vai ser animal.
Paulo Medina- Esse show foi bem bacana, tive a oportunidade de assistir os caras, e também toquei no dia com o Pullverizer.

BERTZ STIGE DIVE

Comando Metal Zine – Recentemente ouve a saída do baterista Everton e passaram um período inativo.
Bertz- O Everton deixou a banda na gravação do tributo ao Misfits e não podíamos disperdiçar aquela oportunidade; respeitamos a decisão dele sair naquele momento e ficou tudo na boa. Tocou 5 anos com a gente e até numa questão anterior ressaltei como ele foi importante musicalmente. Ele é nosso amigo até hoje e até compareceu no último show que tocamos com Paura e Desalmado com Medina na batera. Não ficou mágoa, puta cara talentoso e gente boa. Espero que ele continue tocando, mesmo que seja outro estilo.
Renato- Baterista é uma raça extinta, ainda mais se tratando deste tipo de som (risos). Somos extremamente gratos ao Everton, mas entendo que ele tinha outras prioridades e não podemos condena-lo pelas escolhas dele. Ninguém é obrigado a viver o Underground, mas como dito pelo Bertz, há oportunidades únicas que não podemos desperdiçar. No Underground pude fazer amizades e tive a oportunidade de conhecer muita gente e até tocar junto com meus ídolos, como Jabá do Periferia SA e ex-RDP e Jão do RDP dentre vários outros. Pra mim isto tem um peso, talvez pra ele não... paciência! Bom que o Medina caiu do céu e a banda hoje, com toda certeza do mundo, digo que estamos no melhor momento musical e de relacionamento possível.
Digão- O Everton é um excelente batera, toca pra caralho, tem um nível criatividade elevado que não se vê nem em bandas mais conhecidas. Ele também é um cara gente fina demais, mas acho que tudo tem seu tempo e o dele no Leucócitos chegou ao fim nessa época e foi melhor pros dois lados. Se caso ele ler essa entrevista... abraço Cheeeeefe!!!
Paulo Medina- Bem, nesse período “sombrio” da banda eu estava afastado da música por ter ido para Santa Catarina em busca de trampo e algumas novas oportunidades de vida que não via mais aqui em São Paulo.

 
Comando Metal Zine – Como chegaram até o novo baterista Medina?
Bertz- Paulo Medina toca no Pullverizer, banda antiga de Thrash Metal aqui da cidade que nasceu no mesmo ano do Leucócitos, ambas tocavam juntas em alguns eventos e o Pullverizer ficou estacionado por um tempo, pois ele havia saído pra morar fora. Fizemos um anuncio procurando baterista nas redes sociais e ele estava em Santa Catarina. Antes de voltar pra SP, manifestou sua vontade de tocar conosco e voltar com Pullverizer; pra gente foi bem no momento que estávamos parados e foi uma honra porque continuaríamos no mesmo nível ou até melhor que estávamos. Ele pegou as músicas muito rápido, toca pesado, tem técnica, bem equipado e sempre foi um grande amigo. Assim como o Digão, só somou na formação e deu fôlego pra gente continuar. Uma curiosidade que não sabíamos foi que ele quase entrou no Korzus em 1998 num teste pra baterista na turnê do KZS, se tivesse entrado, o primeiro show seria no Phillips Monsters daquele ano na pista de atletismo do Pacaembu no qual eu estava presente.
Renato- Como dito pelo Bertz, o Pullverizer já tocava junto conosco desde o inicio da banda. Eles são de Dezembro de 1999 e nós de Agosto. Quando a gente estava na caça, ele mencionou que se voltasse de SC pra SP ele voltaria com o Pullverizer e tocaria conosco. Mano, tem horas que eu falo pros caras que temos que doar umas cestas básicas, alimentar uns mendigos, sei lá bicho... Tivemos muita sorte com o Medina. O cara é um irmão... não há definição melhor. Musicalmente então, dispensa comentários.
Paulo Medina- Foi um momento foda para mim, ficar longe da música e dos amigos, família e tals. Alcancei várias coisas que fui buscar, e tive a oportunidade de voltar à terra natal... Já neste tempo, o Digão já tinha vindo conversar comigo sobre essa possibilidade de entrar na banda após eu comentar num post do Leucócitos que se estivesse em SP seria uma honra fazer parte! Como disse o Renato, a sensação de tocar na banda é essa mesma: tocar com irmãos e caras com uma cabeça ótima e uma visão de mundo parecida com a minha, fora o fato que os caras são super competentes com a proposta que assumem.
Digão- Como o Medina disse, a gente estava flertando sobre ele entrar na banda enquanto ele estava em Floripa. Quando o cara chegou a São Paulo deu até mó acelero no coração kkkkkkk. Sensacional essa entrada e só veio a somar.
  
Comando Metal Zine – O Leucócitos fizeram vários shows com bandas undergrounds e de Projeção Nacional, quais vocês consideram, importante na carreira do Leucócitos? 
Bertz- Todos os shows (risos). Tocamos com Ratos de Porão, Periferia S.A, Bywar, DZK, Periferia S.A, Auto Gestão, Menstruação Anárquica, Herdeiros da Revolta, Excomungados, 88não, Molotov Cocktel (USA), Subviventes, Mortal Hate, Endless War, Eternal Malediction, Corsário Negro, Corpses Conductor, Claustrofobia, Comando Nuclear, Kremate, Empire of Souls, Infected, Midnigthmare, Side Effectz, Andralls, Evil Mayhem, Prophetic Age, Norace, Pullverizer, Magister, Soulitary, Final Nigthmare, Breakout, Thythunder, Condenados, Chagas, Vozes de Combate, Baratas do ABC, Street Noise, ACB, Anti-ima, Molotov Attack, Nocivos, Sanctorum, Ódio Brutal, Angry, Imminentchaos, Paura, Desalmado e Ruptura.
Renato- Não há. Todas são foda! Claro que você dividir palco com bandas e pessoas que a gente só se deparava em revistas ou discos é muito louco. Se fosse uma firma, com certeza “enriqueceria nosso currículo”. Mas muitos moleques de ontem, já estão com CDs hoje e isso é muito legal, ainda mais quando eles dizem que começaram a tocar após ver um show nosso de 5, 10,12 anos atrás. O Bertz tem todos os flyers guardados com as bandas... isso é um troféu pra gente!
Digão- Eu vi vários shows do Leucócitos com todas essas bandas e realmente não importa com qual banda seja, underground ou projeção nacional, subir no palco e dividir experiência, trombar essas bandas é foda pra caralho, mas tocar com o Periferia S/A e trocar ideia e tomar umas com o Jão e o Jabá foi fodão kkkk.
Paulo Medina- No Leucócitos eu ainda não tive essas oportunidades, mas virão certamente. Com o Pullverizer toquei com o Torture Squad, por exemplo, e é uma sensação foda tocar com bandas que admiramos e inspiram a acreditar na cena.

Comando Metal Zine – Quais as músicas que a galera curte mais nos shows do Leucócitos?
Bertz- Alcóolatra, Maluf e Collor, Discriminado e Velório do Brasil.
Renato- Acho que por incrível que pareça aqui em Mauá as antigas são mais aceitas, até porque o pessoal já decorou. Sedentário, Maluf e Collor e Progressão continuada são bem elogiadas também. Aconselho o pessoal levar o encarte nos shows pra entenderem o recado das novas (risos).
Digão- A galera que é das antigas com certeza tem as musicas mais clássicas na mente e nos shows cantam junto, sei lá antigamente tinha essa coisa da galera manjar as musicas das bandas, hoje é mais difícil, mas a galera tem curtido os sons novos e estão elogiando bastante.
Paulo Medina- Toda kkkkkkk!!! Eu como fã da banda, toco todas com máxima energia possível.

Comando Metal Zine –   Quais bandas você 
andam escutando atualmente?
Bertz- RDP, DFC, MX, DZK, Breakout, Violator, Gruesome, Surra, Suicidal Angels, Cemitério e Condenados são algumas.
Renato- RDP, DFC, Força Macabra, Lich King, Insanity Allert, Violator, Municipal Waste, Toxic Holocaust, Crimson Ghosts e no meu caso “o Misfits nosso de cada dia nos dai hoje”!
Digão- Breakout (o play recém-lançado está sensacional), Malevolent Creation, Violator, Corpus Mortale, Cannibal Corpse, Suicidal Angels, RDP, Suicidal Tendencies... é muita banda pra fica escrevendo...vire mexe uma sai da playlist e entra outra.

Paulo Medina- Slayer, Metallica, RDP, Dream Theater, Pantera, Korzus, Torture Squad, Krisiun e por aí vai…
  
Comando Metal Zine – Vocês estão trabalhando em novo trabalho tem previsão de lançamento?
Bertz- Estamos! Terá por volta de 15 sons e alguns covers, a capa está pronta e estamos juntando grana pra gravação, por isso, ainda sem previsão de lançamento.
Renato- Esperamos muito por isso, mas as coisas acontecem no tempo e na hora certa. Creio que a formação atual é esta. Temos 15 sons escolhidos e já temos ideia de capa. Falta apenas grana e tempo.
Digão- Essa porra desse play vai sair e vai chutar o cu de mei mundo por ai.
Paulo Medina- Como dito, juntando a verba entraremos em estúdio pra gravar.


Comando Metal Zine - Quero agradecer muito pela entrevista. Considerações finais...
Bertz- Valeu Márcio pela oportunidade de mais uma vez participar aqui no seu zine após sairmos naquela na segunda coletânea do Comando Metal zine, no qual eu tenho uma grande admiração pela luta já há alguns anos, ajudando tantas bandas da nossa cena sofrível. Por fim, fico com uma frase do ao vivo de 15 anos “A amizade é o que a gente leva daqui; a gente não leva mais nada, leva só os momentos”. Compre materiais, leiam zines e vá aos eventos undergrounds!!!
Renato- Como dito pelo Bertz, muito obrigado Márcio pela oportunidade. Vida longa ao Comando Metal Zine. E que a galera tenha ciência de que se não apoiar o Underground uma hora ele vai pro saco. Apoiar inclui ir a shows, comprar material, CDs, camisetas e por ai vai. Todo mundo aqui trabalha e não sobrevive da musica que faz nem do zine que escreve. Tudo é feito com cara, coragem e amor! Leucócitos fara 18 anos em Agosto e que esta maioridade venha acompanhada do tão sonhado e esperado álbum de estúdio.
Digão- Valeu Marcião! Continue com esse trabalho e com essa dedicação, assim como as bandas que estão na cena se fudendo há 20, 30 anos. Como meu vizinho e amigo Renato (sim moramos quase um do lado do outro) a galera precisa ter ciência que eles são a maior parcela responsável pro Underground existir, sem galera no role apoiando bandas, as casas fecham e as bandas morrem! No ultimo som que toquei com o Mortal Hate tinha 4 pessoas e eram integrantes de bandas que iam tocar depois... como as bandas vão continuar ativa sem publico? Não é nem um pouco legal ter que trabalhar o dia inteiro e deixar mulher e filho em casa pra tocar pra meia dúzia de nego. Fizemos a nossa parte, mas é triste ver as bandas se esforçarem e passarem por isso. Um forte abraço mano.

Paulo Medina- Valeu Marcio! Parabéns pelo Zine e que tenha vida longa, dando a força de sempre para a cena underground Nacional. Agradecer a galera que prestigia as bandas dos brothers, compra material, que comparece aos shows, porque sem isso - como Renato disse - as bandas vão se esvaindo e não haverá renovação musical para as futuras gerações.

quinta-feira, 23 de março de 2017

VARIAL ROCK 01/04/2017 DOURADOS - MS


VIPER DAY 2017: BANDA CELEBRA 25 ANOS DO ÁLBUM “EVOLUTION” COM SHOW ESPECIAL NO MANIFESTO BAR



Com Andre Matos no exterior, VIPER terá Leandro Caçoilo, Pit Passarell e convidados nos vocais.
Lendas do metal brasileiro e ex-integrantes também estarão no palco
O VIPER DAY é uma data que já faz parte do calendário do rock brasileiro. O dia 8 de abril remete ao primeiro show da banda no Lira Paulistana, em São Paulo, em 1985. Todo ano, membros atuais e ex-integrantes se reúnem para celebrar o repertório de uma das maiores bandas da história do rock pesado do país. Este ano, a homenagem será ao álbum ‘Evolution’, que completa 25 anos este ano.
Com a ausência do vocalista Andre Matos, que estará no exterior, o convidado para os vocais será o ex-Eterna Leandro Caçoilo. Conhecido do público brasileiro por participações elogiadas em diversos projetos, Leandro vai dividir os vocais com o baixista Pit Passarell, vocalista original do álbum ‘Evolution’, além de lendas do metal brasileiro. Completam o VIPER os guitarristas Felipe Machado e Hugo Mariutti, e o baterista Guilherme Martin.
Gravado na Alemanha e lançado em todo o mundo em 1992, ‘Evolution’ é o disco mais vendido da história do VIPER. Clássicos como ‘Rebel Maniac’, ‘Dead Light’ e ‘Evolution’ marcaram os anos 1990 com turnês da banda pela Europa e Japão, além de apresentações históricas no Brasil, como a abertura do show do Metallica em São Paulo.
Como parte das comemorações, uma edição remasterizada do CD será relançada ainda este ano pela gravadora Wikimetal Music com bônus muito especiais: as demos da pré-produção de ‘Evolution’, que trazem versões bastante surpreendentes de algumas canções que depois ganharam as paradas no Brasil e no Japão. O disco estará à venda ainda no primeiro semestre de 2017.
A abertura da noite ficará a cargo da banda Skyscraper, outro nome bastante conhecido do rock pesado brasileiro nos anos 1990 que está de volta à ativa.
VIPER DAY – Celebrando 25 anos do álbum ‘Evolution’
8 de abril, às 22h | Manifesto Bar – Rua Iguatemi, 36C – Itaim – São Paulo, SP
Mais informações: manifestobar.com.br / Wikimetal Music – wikimetal.com.br
Ingressos antecipados no site Ticket Brasil – ticketbrasil.com.br

domingo, 12 de março de 2017

Anunciada a versão em tape do primeiro álbum da HELLISHKILLER


  Anunciada a versão em tape do primeiro álbum da HELLISHKILLER



HELLISHKILLER é uma ‘one-man band’, do guitarrista que leva o mesmo pseudônimo, que atualmente integra as bandas Sepulchral Whore, Abyssal Forest e já foi membro da Radiação Bestial. A primeira demo da HELLISHKILLER intitulada ‘Nocturnal Impaler (Cruelty Of Draculea, Evil Domain)’, sairá uma por uma aliança dos selos Hellish Records, Sepulchral Voice Fanzine e Resistência Bestial Distro/Recs no formato tape e com uma tiragem limitada em 99 cópias. A capa que foi assinada pelo artista Emerson Maia e a diagramação por Athos Fernandes, o álbum contará com a participação de Axeman I. Maztor, guitarrista da banda norueguesa Nocturnal Breed, e a bateria foi gravada pelos músicos Leandro Cavalcante e Jhoni Apollyon.

Em breve será anunciada a data de lançamento e mais novidades de ‘Nocturnal Impaler (Cruelty Of Draculea, Evil Domain)’, por hora confira a capa e ouça a faixa ‘Under The Black Mark’:


Link música: https://www.youtube.com/watch?v=cYEkCllV9Q4  


HELLISHKILLER está recrutando alguns músicos, em breve será anunciado a line-up e também os primeiros shows!

Contatos:
Hellish Records: hellishrecordsofficial@gmail.com
Sepulchral Voice Fanzine:  sepulchral.zine@gmail.com
Resistência Bestial Distro/Recs: resistencia.bestial666@gmail.com
fb.com/Hellishkiller